Análise do adversário: o Submarino Amarelo entra no duelo contra o Werkself sem pressão

Para o FC Villarreal, a partida contra o Bayer 04 na próxima quarta-feira, 28 de janeiro (início às 17h, horário de Brasília / ao vivo pela DAZN e no Werkself-Radio), será a última aparição em competições internacionais nesta temporada. O atual quarto colocado do Campeonato Espanhol ainda não venceu na UEFA Champions League e, com apenas um ponto conquistado nas sete partidas disputadas até aqui, já não tem mais chances de alcançar a fase de playoffs. Campeão da Liga Europa em 2021, o Villarreal pode, portanto, atuar sem pressão na BayArena e quer se despedir da competição com uma boa atuação. A análise do adversário.
Jubel beim FC Villarreal

POSIÇÃO

O FC Villarreal apresenta duas faces nesta temporada. Na La Liga espanhola, o clube da província de Castellón ocupa a 4ª colocação, atrás de Atlético de Madrid, Real Madrid e FC Barcelona. Já na UEFA Champions League, a situação era praticamente sem saída antes mesmo da 7ª rodada. Por isso, o técnico Marcelino promoveu muitas rotações na equipe contra o Ajax Amsterdam. Mesmo com uma vitória, sua equipe não teria mais chances de alcançar os playoffs. Ainda assim, o Villarreal foi melhor durante cerca de uma hora na derrota por 2 a 1 em casa para os holandeses. Após sair na frente com gol do atacante Tani Oluwaseyi, o Ajax conseguiu virar a partida no último terço do jogo. Com isso, o Villarreal permaneceu na penúltima posição da tabela e, ao lado de Kairat Almaty e Slavia Praga, é uma das únicas equipes que ainda não venceram na competição.

Em sua quinta participação na Champions League, o “Submarino Amarelo” — apelido do clube por conta de seus uniformes amarelos e da ligação especial com a música “Yellow Submarine”, dos Beatles — conquistou seu único ponto no empate em 2 a 2 contra a Juventus. Nos outros seis jogos, os espanhóis perderam para Tottenham Hotspur (0 a 1), Manchester City (0 a 2), Pafos FC (0 a 1), Borussia Dortmund (0 a 4), FC Copenhagen (2 a 3) e, por fim, para o Ajax Amsterdam.

A situação é bem diferente no cenário nacional. Após 20 partidas da La Liga, a equipe liderada pelo capitão Gerard Moreno soma 13 vitórias, dois empates e cinco derrotas. Com 41 pontos, o clube do leste da Espanha segue claramente no caminho para uma vaga na próxima Champions League. No último fim de semana, porém, o Villarreal perdeu em casa o grande clássico contra o Real Madrid por 2 a 0, com dois gols do astro Kylian Mbappé. O técnico Marcelino destacou o bom desempenho defensivo de seus jogadores: “Conseguimos fazer com que o Real tivesse poucas chances. Defensivamente, fizemos um bom jogo tanto coletivamente quanto individualmente. Mas nos faltou sorte.” Ainda assim, o treinador de 60 anos reconhece que sua equipe vive atualmente “uma fase negativa”. O campeão da Liga Europa de 2021 vem de três derrotas consecutivas. Dos últimos dez jogos oficiais, o Villarreal venceu apenas três, além de seis derrotas e um empate. Nesse período, os Amarelos foram eliminados da Copa do Rei pelo Racing Santander, da segunda divisão (1 a 2), e também perderam na liga os outros dois jogos grandes: 0 a 2 contra o FC Barcelona e pelo mesmo placar diante do Real Betis, concorrente direto por vagas em competições europeias.

ELENCO

No jogo final da fase de liga contra o Werkself, o técnico Marcelino não poderá contar com o lateral-direito Santiago Mourino, suspenso, nem com os zagueiros Logan Costa (ruptura do ligamento cruzado) e Juan Foyth. Este último sofreu uma ruptura do tendão de Aquiles na derrota por 2 a 0 para o Real Madrid. O argentino, que foi campeão mundial em 2022 ao lado do meio-campista do Bayer 04 Exequiel Palacios, precisará passar por cirurgia. Também está fora o centroavante Pau Cabanes, igualmente por ruptura do ligamento cruzado.

Na zaga, Foyth foi substituído por Rafa Marín contra o Real Madrid. O defensor também atuou recentemente na Champions League ao lado de Renato Veiga no miolo defensivo. Tanto Marín, emprestado pelo Napoli, quanto Veiga, recém-chegado do Chelsea, rapidamente se firmaram como titulares sob o comando de Marcelino. Outra peça central no jogo do Submarino Amarelo é Pape Gueye. O meio-campista de 27 anos conquistou recentemente a Copa Africana de Nações com Senegal e foi o nome decisivo da final contra o Marrocos, marcando um belo gol na prorrogação para fazer 1 a 0. No Villarreal, ele costuma atuar no meio ao lado de Santi Comesaña ou Dani Parejo, que aos 36 anos é o jogador mais experiente do elenco. O atleta mais perigoso em termos de gols é Alberto Moleiro, que atua majoritariamente pela esquerda e já marcou oito vezes na La Liga. Na Champions League, porém, o espanhol ainda não balançou as redes.

No ataque, Marcelino conta com várias opções de alto nível. O georgiano Georges Mikautadze chegou no último verão vindo do Olympique Lyon e é a contratação mais cara da história do clube. Até agora, o centroavante marcou sete gols em 24 partidas oficiais. Além dele, Tani Oluwaseyi, Ayoze Pérez — artilheiro do time na última temporada, com 19 gols — e o capitão Gerard também se sentem mais à vontade atuando pelo centro do ataque. Aos 33 anos, Gerard é uma lenda do clube: passou pelas categorias de base do Villarreal e retornou em 2018, após passagens por Mallorca e Espanyol Barcelona. O Werkself também precisa ficar atento ao lado direito do ataque espanhol, por onde avançam com frequência o marfinense Nicolas Pépé e o canadense Tajon Buchanan.

PROBLEMAS

O Villarreal marcou apenas cinco gols nos sete jogos disputados até aqui nesta edição da Champions League. Apenas o clube cipriota Pafos FC e o Slavia Praga fizeram menos gols, com um a menos cada. Em quatro das sete partidas, os espanhóis passaram em branco no ataque. Embora tenham criado boas oportunidades em quase todos os jogos, o aproveitamento nas finalizações é um grande problema: com 4,8%, o Villarreal tem o segundo pior índice de conversão da competição, atrás apenas do Slavia Praga.

PONTO FORTE

A dificuldade ofensiva na Champions League surpreende, considerando a qualidade do ataque espanhol. Na temporada passada, o Villarreal teve o terceiro melhor ataque da La Liga, com 71 gols — atrás apenas do campeão Barcelona (102) e do Real Madrid (78) —, estabelecendo ainda um novo recorde do clube. E também na atual temporada os Amarelos seguem muito produtivos: com 37 gols em 20 jogos, têm o quarto melhor ataque do campeonato, atrás apenas do líder Barcelona, além de Real Madrid e Atlético de Madrid. O técnico Marcelino, que já havia comandado o clube entre 2013 e 2016, reassumiu o Villarreal no fim de 2023 e desde então trouxe mais estabilidade e equilíbrio. A defesa, com apenas 21 gols sofridos, também está entre as melhores da liga — somente os dois clubes de Madri sofreram menos, com 17 cada.

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