
Após três jogos oficiais sem vitória, o Olympiacos voltou a vencer no último sábado. Em casa, no Stadio Georgios Karaiskakis, a equipe superou o Panetolikos Agrinio, décimo colocado, por 2 x 0. O primeiro gol dos rubro-brancos foi marcado por Lorenzo Pirola. O fato de o zagueiro ter ido a campo já era, por si só, uma boa notícia: na derrota por 2 x 0 para o Werkself, ele havia se chocado com o companheiro Panagiotis Retsos ainda no primeiro tempo, sofrendo um corte profundo na cabeça e precisando ser substituído no intervalo.
Três dias depois, o italiano de 24 anos já estava novamente entre os titulares no duelo pelo campeonato nacional. O técnico José Luis Mendilibar promoveu oito mudanças em relação à partida contra o Bayer 04. Além de Pirola, apenas o goleiro Konstantinos Tzolakis e o atacante Mehdi Taremi foram mantidos na equipe inicial. Nomes importantes como Retsos, Francisco Ortega, Santiago Hezze, Christos Mouzakitis, Gelson Martins e Ayoub El Kaabi começaram no banco, enquanto outros, como Rodinei e Daniel Podence, sequer foram relacionados.
O segundo gol da vitória, já perto do apito final, foi marcado por Yusuf Yazici, que saiu do banco. “Tivemos chances suficientes para definir o jogo muito antes”, avaliou Mendilibar após a partida. Para o treinador, o principal ponto a melhorar é a eficiência nas finalizações: “É positivo criarmos muitas oportunidades, mas precisamos ser mais precisos no momento de concluir.”
Com o triunfo por 2 x 0, o Olympiacos segue na segunda colocação da liga grega, atrás do líder AEK Atenas, com apenas dois pontos de diferença. Faltando quatro rodadas para o início dos playoffs da Super Liga, o clube do Pireu ainda depende apenas de si para defender o título conquistado na temporada passada.
Na Champions League, porém, Mendilibar adota um discurso cauteloso após o revés por 2 x 0 no jogo de ida contra o Werkself. “Depois de perder para uma equipe forte, a classificação para as oitavas naturalmente ficou difícil. Temos chances, mas são pequenas”, afirmou, projetando o confronto de volta em Leverkusen, na terça-feira, 24 de fevereiro, às 17h (horário de Brasília). “Sofremos o segundo gol em pouco tempo, antes mesmo de reagir ao primeiro. E depois não conseguimos marcar o gol que poderia mudar o cenário para o jogo de volta. Foi uma partida que acabou se desenhando totalmente contra nós.” Em Atenas, Patrik Schick marcou duas vezes em um intervalo de apenas 144 segundos para o Werkself.
Agora, o Olympiacos entra pressionado para o duelo decisivo. A equipe já demonstrou nesta edição da Champions que sabe lidar com esse cenário. Os rubro-brancos estão entre os times que mais pressionam o adversário na competição. A força como visitante também ficou evidente na vitória por 2 x 1 sobre o Ajax, na última rodada da fase de liga.
É justamente com intensidade elevada que o recordista grego deve atuar na BayArena, onde vários dos titulares poupados no fim de semana devem retornar ao time inicial.