Sem dúvidas, o início da temporada na Weser não saiu como o esperado. Eliminados na Copa e com uma derrota expressiva na estreia da Bundesliga, o SV Werder Bremen começou enfrentando frustrações sob o comando do novo técnico Horst Steffen. “Muitas coisas não estão indo na direção certa”, admitiu o capitão Marco Friedl após o 1 x 4 para o Frankfurt. A pressão sobre os alviverdes é grande.
Durante a pré-temporada, o Werder já havia mostrado dificuldades nos amistosos, perdendo duas vezes para o TSG Hoffenheim (0 x 1 e 0 x 3) e para a Udinese Calcio (0 x 1 e 1 x 2). Um dia após a derrota por 0 x 1 na primeira rodada da Copa da Alemanha para o Bielefeld, time da segunda divisão, o Werder também perdeu seu último amistoso por 1 x 2 para o VfL Osnabrück.
A eliminação diante do Arminia foi um déjà-vu para o Werder, que na temporada passada também caiu frente ao futuro finalista da Copa. Até a expulsão de Leonardo Bittencourt (54’) o time havia feito um bom jogo, desperdiçando chances de gol com Marco Grüll, Justin Njinmah e Felix Agu. Em desvantagem numérica, os visitantes enfrentaram um Bielefeld cada vez mais perigoso, que marcou o gol decisivo nos acréscimos.
Na rodada passada, contra o Eintracht Frankfurt, o Werder teve menos equilíbrio. Os hessianos dominaram o jogo, enquanto os alviverdes mostraram pouca força ofensiva e falhas defensivas. “Preparamos bem os ataques, mas na área final as fintas, passes ou finalizações não funcionaram, porque não tomamos boas decisões”, resumiu Steffen após o 1 a 4. O gol de Justin Njinmah deu um pouco de esperança, mas o Frankfurt fechou o placar com o gol final. O meio-campista Senne Lynen, olhando para a estreia em casa contra o Bayer 04, comentou: “Sabemos que tudo precisa melhorar.”
Em Bielefeld, Michael Zetterer ainda estava no gol do Werder. Uma semana depois, seus antigos companheiros foram os primeiros adversários: Zetterer, que jogou dez anos no Werder, estava entre os postes pelo Frankfurt, enquanto o jovem Mio Backhaus (21 anos) fez sua estreia na Bundesliga pelos alviverdes. Nos quatro gols sofridos, Backhaus não teve culpa. Steffen elogiou o goleiro: “Ele se saiu muito bem e com segurança.” Para Steffen, foi sua primeira partida como treinador do Werder na Bundesliga. O ex-jogador de 56 anos, com 207 jogos na competição por MSV Duisburg, KFC Uerdingen 05 e Borussia Mönchengladbach, levou o SV 07 Elversberg da Regionalliga Südwest à 2. Bundesliga em seis anos e meio, quase conseguindo o acesso à Bundesliga na última repescagem contra o 1. FC Heidenheim 1846.
Em Bremen, Steffen enfrenta grandes desafios no elenco. Além de Zetterer, os atacantes Marvin Ducksch e Oliver Burke deixaram o clube. Ducksch foi para o Birmingham City e foi o principal artilheiro do Werder na temporada passada, com oito gols e nove assistências. Burke agora joga pelo 1. FC Union Berlin, rival da Bundesliga. Para suprir essas saídas, o Werder contratou Samuel Mbangula, ex-Juventus, e aposta também em Justin Njinmah, Marco Grüll e Keke Topp. Entretanto, alguns jogadores ainda não estão disponíveis: Jens Stage e Mitchell Weiser, que foram os melhores marcadores do Werder na temporada passada após Ducksch, estão lesionados. Weiser rompeu o ligamento cruzado do joelho direito e ficará meses fora, enquanto Stage ainda não se recuperou totalmente de uma lesão no pé.
Na defesa, Olivier Deman ficara afastado por um bom tempo após fraturar o tornozelo. O recém-contratado Maximilian Wöber lesionou a coxa durante a DFB-Pokal, e o zagueiro Amos Pieper está indisponível por lesão no quadril. Como resposta, o Werder anunciou a contratação de Yukinari Sugawara, emprestado do FC Southampton por um ano. O lateral direito japonês já atuou com Ernest Poku na Holanda. Ainda assim, a situação segue delicada, pois o capitão Marco Friedl (lesão no ligamento do joelho) e Julian Malatini (lesão no tornozelo) podem ficar de fora contra o Bayer 04.
“Estamos passando por retrocessos, mas vamos preparar bem a equipe para conseguir um bom resultado contra o Leverkusen na estreia em casa”, afirmou Horst Steffen. Na defesa, devido às muitas lesões, o treinador precisou reformular a equipe e ainda precisará fazer ajustes. Não é surpresa que a linha defensiva ainda não esteja entrosada. O ataque também apresenta dificuldades, com baixa conversão de chances. Nos últimos oito jogos, o Werder marcou apenas três gols e sofreu 14.
Assim como seu antecessor Ole Werner, Steffen aposta no futebol de posse de bola: muitos passes curtos, jogo em profundidade, pressão e transição rápida. O técnico quer que a equipe “desperte entusiasmo, demonstre empenho e espírito de grupo” e transmita “a sensação de união, prazer e alegria”. Na temporada passada, o Elversberg, sob seu comando, teve a segunda melhor defesa e o segundo melhor ataque da 2. Bundesliga. Steffen quer rapidamente encontrar o equilíbrio no Werder Bremen, mas a situação de lesões torna isso um desafio que ainda exigirá tempo.