
O 1. FC Union Berlin não vence há sete partidas consecutivas na Bundesliga. Nos últimos quatro jogos, os berlinenses somaram apenas um ponto. É o pior início de segundo turno desde que o clube subiu à elite, em 2019. “Não começamos bem o ano, sete jogos sem vitória não é bom, nós sabemos disso”, afirmou Derrick Köhn, que espera uma reação imediata: “Precisamos continuar trabalhando e tentar vencer em casa na próxima semana.” Contra o Werkself, portanto, o objetivo é encerrar a sequência negativa e voltar a comemorar. A última vitória foi pouco antes do Natal, na 15ª rodada, fora de casa contra o 1. FC Köln (1 x 0). Depois disso vieram quatro empates e três derrotas, a mais recente no fim de semana passado: 2 x 3 diante do Hamburger SV.
À primeira vista, a queda na tabela não parece dramática: da oitava para a décima posição. Em termos de pontos, porém, a situação é mais delicada. Se no fim do ano passado o Union estava a cinco pontos de uma vaga internacional, agora a diferença é de 14. Ao mesmo tempo, a vantagem para a zona de repescagem caiu de nove para seis pontos.
A temporada havia começado de forma promissora. A equipe do técnico Steffen Baumgart venceu clubes do terço superior da tabela, como VfB Stuttgart (2 x 1), Eintracht Frankfurt (4 x 3) e RB Leipzig (3 x 1). Na 10ª rodada, interrompeu a sequência de vitórias do FC Bayern München e esteve muito perto de derrotá-lo no Stadion An der Alten Försterei, antes de Harry Kane empatar em 2 x 2 aos 90+3'. Também nas oitavas de final da DFB-Pokal, o Union fez um jogo intenso contra o recordista alemão, mas acabou eliminado por 2 x 3 após dois gols contra.
Em 2026, porém, os problemas persistem. “Estamos cometendo erros demais”, disse Baumgart após a derrota em Hamburgo. “Não posso questionar a vontade da equipe. Mas se você comete esses erros, perde o jogo. Futebol é um esporte de erros, mas não podem ser tantos assim.” Resta saber se enfrentar o Werkself, que venceu o duelo do primeiro turno por 2:0, pode servir como ponto de virada.
Nas duas últimas partidas, Baumgart repetiu praticamente a mesma formação, com apenas uma alteração. Contra o Hamburg, o atacante Andrej Ilic entrou no lugar do meia ofensivo Andras Schäfer. À frente do goleiro Frederik Rönnow, os zagueiros Danilho Doekhi e Leopold Querfeld são titulares absolutos: ambos iniciaram os 22 jogos da Bundesliga e figuram entre os 20 melhores da liga em duelos vencidos. Com Diogo Leite lesionado (problema na coxa), Stanley Nsoki assumiu o lado esquerdo da linha de três defensores. No meio-campo defensivo, Rani Khedira e Aljoscha Kemlein formam a dupla titular. Derrick Köhn e o capitão Christopher Trimmel atuam como alas. No ataque, Woo-yeong Jeong, Ilyas Ansah e Andrej Ilic compõem o trio ofensivo. Alternativas como Andras Schäfer, Tim Skarke, Alex Kral, Oliver Burke e o jovem Livian Burcu também estão disponíveis. Seguem fora por lesão Diogo Leite, Tom Rothe (em fase de recuperação), Josip Juranovic (problema na panturrilha) e Robert Skov (recuperação física).
“Nos últimos quatro jogos sofremos dez gols, isso é demais para a Bundesliga”, reconheceu o capitão Christopher Trimmel após o 2 x 3 em Hamburgo. “Não executamos o plano de jogo e isso é responsabilidade nossa.” Derrick Köhn também criticou os gols sofridos: “Estamos concedendo contra-ataques com muita facilidade.” De fato, os três gols do HSV saíram em transições rápidas. No total, o Union já sofreu sete gols em contra-ataques — apenas duas equipes têm números piores.
Ofensivamente, falta precisão. Tanto na taxa de passes certos (72%) quanto na precisão das finalizações (37%), os berlinenses ocupam a última posição da liga. Também não se sentem confortáveis tendo a posse contra adversários teoricamente mais fracos: apresentam a menor média de posse de bola (38%) e o menor número de passes por jogo (324). Em casa, na Alten Försterei, a campanha também é irregular: apenas três vitórias em 11 partidas e 14 pontos somados — a pior temporada como mandante desde a ascensão à Bundesliga.
O Union segue sendo uma equipe que vive do coletivo. Alta intensidade e disposição física fazem parte da identidade dos Eisernen. Não surpreende que liderem a liga em duelos por jogo (109). Quando conseguem impor suas virtudes, como no segundo tempo da vitória por 3 x 1 sobre o RB Leipzig em dezembro, mostram força no pressing agressivo e nas transições rápidas. Dois dos três gols naquele jogo saíram dessa dinâmica, e o terceiro contou com a participação de três jogadores que saíram do banco — reflexo de um grupo funcional. “Aqui ninguém se acha mais importante que o outro”, disse Baumgart após aquela que talvez tenha sido a melhor segunda etapa da temporada. Um dos destaques é o meio-campista Aljoscha Kemlein. O jovem de 21 anos alia recuperação de bola e qualidade na construção. Segundo a rbb24, “com sua força nos duelos e resistência, ele encarna os atributos típicos de um jogador do Union, mas com a bola é superior à maioria dos companheiros”.
Outro aspecto que exige atenção de o Werkself são as bolas paradas. Do total de 28 gols marcados na temporada, 12 saíram em lances de bola parada, incluindo dois pênaltis convertidos por Leopold Querfeld. Seu companheiro Danilho Doekhi também marcou duas vezes dessa forma no empate por 2 x 2 contra o Bayern. O principal garçom da equipe é o atacante Andrej Ilic, com nove assistências; ele marcou seu primeiro gol da temporada no último fim de semana, em Hamburgo.
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